PÂNICO

UM GUIA PARA PACIENTES E CUIDADORES

Prof Dr Alberto Stoppe Jr CRM-SC 11223

Doutor em Psiquiatria USP

Prof Dra Mariana Tatsch CRM-SC 11028

Doutor em Psiquiatria USP

Do que se trata e como se trata o  Pânico

Do que se trata o Pânico?

O Pânico é um transtorno de ansiedade. Uma Crise de Pânico se trata de um aumento aguda de ansiedade com vários sintomas físicos e psíquicos, sendo o mais comum o medo intenso de estar morrendo, tendo um ataque cardíaco, enlouquecendo ou perdendo o controle. As crises, têm início súbito e atingem a intensidade máxima em poucos minutos. Em geral não duram mais que 30 minutos. Os principais sintomas que podem estar presentes na crise são:

Palpitação e/ou dor no peito

Náusea

Sensação de sufocamento

Ondas de calor e sudorese

Formigamentos

Tontura

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico, ou seja, pelos sintomas e não há exames que detectem o pânico. As crises de pânico podem ter causas específicas (por ex. medo de avião ou uso álcool e drogas) ou podem ser sintomas de outra doença como a depressão.

Quando as crises ocorrem repetidamente, causam ansiedade e muito medo de ter outra crise (ansiedade antecipatória), a pessoa está sofrendo de Transtorno (ou Síndrome) do Pânico.

O que causa o Pânico?

As pesquisas mais recentes sugerem aspectos biológicos e psicológicos interagindo entre si.. Existe um componente genético para maior propensão à ansiedade por alterações na fisiologia cerebral. Maior sensibilidade a sensações corporais, estresse ambiental aumentado, e respostas inadequadas ao estresse também são possíveis causa do Pânico. Uso e abuso de álcool, drogas ilícitas, cafeína e inibidores de apetite também podem causar crises de Pânico.

Quais as conseqüências do Pânico?

O transtorno do Pânico, não tratado, tende a piorar ao longo do tempo. Freqüentemente a pessoa desenvolve “agorafobia”: a evitar lugares fechados ou com muitas pessoas de onde uma possível fuga ou socorro (no caso de crise) pode ser difícil, como transportes públicos, supermercado, bancos etc. A evitação de situações limita a vida da pessoa que, nos casos mais graves, não consegue sair de casa. Outra complicação comum é o desenvolvimento de depressão. Como álcool e drogas podem aliviar transitoriamente a ansiedade a pessoa corre mais risco de desenvolver alcoolismo e dependência a drogas.

Como se trata?

O transtorno do Pânico pode ser tratado com medicamentos e/ou psicoterapia, dependendo do caso. No caso de medicação o tratamento é feito com medicamentos conhecidos como antidepressivos (que também tratam ansiedade). É recomendável que a medicação seja usada por, no mínimo, 1 ano. Os ansiolíticos (calmantes, “tarja preta”) são usados apenas no início do tratamento, pois perdem efeito com o tempo e podem causar dependência. .

A psicoterapia do tipo “cognitivo comportamental” (TCC) È muito eficaz para o tratamento do transtorno do Pânico tanto na crise, como em longo prazo. É baseada em técnicas desenvolvidas especificamente para esta doença. A TCC visa auxiliar a pessoa a evitar o surgimento das crises e a lidar com suas conseqüências, particularmente o surgimento de fobias e depressão.

Acreditamos que quanto maior o conhecimento que se tem a respeito da doença, mais fácil se torna aceitar e aderir ao tratamento.

Este guia é um complemento e não visa substituir a consulta clínica.

Telefone

(48) 99121-5152

© 2025. All rights reserved - Dr. Albert Stoppe e Dra. Mariana Franciosi Tatschi

Avenida Mauro Ramos, 1970,

Sala 805 - Koerich Beiramar Office

ENDEREÇO